26 set - recebi de docarmozen:
A Igreja Católica é uma instituição complexa, vertical, e pouco mostra do grupo que é descrito nos evangelhos. Fica muito no palavrório e no ritualismo exagerado. Tirando os carismáticos, mostra muito pouco poder de conversão às pessoas do mundo moderno. Padres e diáconos parecer ter quase nenhum poder de crítica interna que permite um grupo superar obstáculos. Evangélicos tem maior poder de convencimento porque procuram conhecer todas as pessoas que frequentam seus templos. Será que a ICAR vai realmente mudar um dia?
21 set
Caminhos Alternativos
A VIRTUDE DA ESCUTA
Em uma madrugada, no coreto da Praça Nicolau Feres, no meio de drogados,
descobri quem foi a minha melhor aluna de Pedagogia na minha longa carreira de
magistério. Acompanhei uma garota magrinha, ex-aluna minha na Uniminas, durante
mais de quarenta minutos ouvindo atentamente um rapaz fazendo um autêntico
discurso de bêbado, desses que ele repete muitas vezes as mesmas coisas, argumenta
de um modo mais ou menos desconexo e quer contar sua história à sua maneira. Eu
estava num grupo da Pastoral de Rua com o meu amigo Jotinha, sempre criativo e
atento que naquela noite levou papel sulfite e tinta guache para fazer um show
de artistas desenhando no escuro, tarefa que conseguiu com que todos
participassem no meio da maior escuridão e de muita conversa. Estava também com
o grupo de jovens “Por amor de Maria”, que cantavam, tocavam e depois
rezaram juntos com todos nós.
Em minha longa carreira de 40 anos de magistério do ensino superior
nunca tive um retorno tão gratificante como nessa noite.
A escuta desinteressada, prima do amor ágape, o ouvir o irmão pelo que
ele é com sua história e trajetória, tem tudo a ver com o que procuramos todo
dia ouvir de Jesus na Palavra Divina. Como é que nós amamos o próximo se
não ouvimos do jeito que ele é e não como gostaríamos que ele fosse. Gostaria
que todos nas nossas comunidades fossem como aquele garota, que soubessem
escutar uns aos outros de verdade. Que o Senhor nos salve do desamor.
Fernando Leite, diácono
21 set
12 de setembro de 2013 - AVALIAÇÃO DO DIACONATO PERMANENTE
Recebi um e mail em que um diácono avaliando o diáconato tal como é exercido hoje convidando para continuar a reflexão.Segundo ele, a prática dos diáconos apresenta como
PONTOS POSITIVOS:
- a experiência familiar, profissional e econômica construída durante sua vida;
- a doação do seu tempo para a comunidade;
- a procura de ser servo numa Igreja servidora;
- a experiência de ter enfrentado conflitos com a esposa, filhos e familiares construindo caminhos de solução;
PONTOS NEGATIVOS:
- Para alguns, o diácono não acrescenta quase nada pois as paróquias são dominadas e centralizadas pelos presbíteros;
- Assim como existe a síndrome da mulher do pastor, aparece, também em muitos casos, o abandono da esposa do diácono;
- A Igreja é centralizada em excesso nos padres e bispos, deixando aos diáconos e mulheres um papel secundário de cumprir ordens e executar tarefas;
- A experiência e bagagem cultural e profissional acumulada pelos diáconos é frequentemente anulada e ignorada pelos que mandam na Igreja....
- Os diáconos e padres, de modo geral ser aburguesaram demais. Não costumam estar de fatos com os miseráveis, com os excluídos, com os que estão à margem da sociedade, a não ser com discursos e palavras bonitas
E para você, o que tem fundamento ou não em tudo isso? Qual a sua avaliação do diaconato permanente?
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirMuito úteis as observações, elas nos convidam a refletir.
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